76 anos do Fim do Camgasso

             
O
28 de julho marca o fim do cangaço no Nordeste. Há 76 anos o bando de
Virgulino Ferreira, Lampião foi trucidado pela volante (militares)
alagoana comandada pelo Tenente João Bezerra. Provavelmente traído por
um membro de seu próprio bando, Virgulino Ferreira da Silva, conhecido
como Lampião, morreu numa emboscada preparada pela “coluna volante”
(nome dado à polícia armada oficial) em um de seus esconderijos mais
seguros, no sertão de Alagoas. Juntamente com Lampião, foram
assassinados sua mulher Maria Bonita, e outros nove cangaceiros.

O
bando de Lampião acordou antes do sol nascer para fazer sua reza
matinal e tomar café. Durante a noite, oficiais da coluna volante
cercaram o acampamento sem que os trinta e quatro cangaceiros
adormecidos pudessem perceber. Assim, quando o grupo percebeu o cerco,
já era tarde demais. Os policiais dispararam suas armas incessantemente.
Lampião foi um dos primeiros a morrer, pelo cano do fuzil de João
Bezerra, o qual ficou conhecido como o homem que matou o Homem. Já
falecido, com a face deformada por uma coronhada, Lampião foi
decapitado, para que sua cabeça fosse exposta, depois, em quase todos os
estados nordestinos. O ataque durou cerca de 20 minutos e tirou a vida
de onze membros do bando.
O
que representou uma grande vitória para a polícia oficial do Estado
Novo significou para uma parte da população do Nordeste uma derrota: a
morte de um mito, símbolo de coragem e resistência do Agreste
brasileiro. Ao mesmo tempo que Lampião era temido, era admirado. Chefiou
um bando de cangaceiros que lutavam por uma liberdade selvagem,
utópica. Após o assassinato do mito, muitos cangaceiros de outros grupos
se entregaram à polícia para pouparem suas cabeças e, assim, em dois
anos, terminou de vez o fenômeno social do Cangaço.

O Rei do Cangaço
Virgulino
entrou para o Cangaço em 1920, para vingar a morte de seu pai, que fora
assassinado por um delegado. Juntou-se ao bando de Sinhô Pereira, e
logo depois assumiu a liderança do grupo. Em pouco tempo se tornou um
dos bandidos mais conhecidos e temidos do Brasil. Sua fama ultrapassava
nossas fronteiras, fazendo com que ficasse famoso até no exterior.
Acredita-se
que Virgulino tenha recebido o apelido quando modificou seu fuzil para
que o tiro fosse mais rápido do que o comum: a faísca que era produzida
ao disparar a arma fazia com que parecesse um lampião.
O
mito de Lampião foi endossado com os anos: ele era um forasteiro cujo
conhecimento detalhado do agreste nordestino impedia que fosse
capturado. Quando Getúlio Vargas instaurou o Estado Novo prometeu acabar
com todos os focos de desordem no território nacional, investindo em
uma dura perseguição a Lampião e seu bando, que eram procurados em todos
os estados nordestinos. Não tardou para que a perseguição fosse bem
sucedida.
Tribuna do Sertão. Palmeira dos Índios-AL

Sou um pouco de tudo e muito de nada, estudo História na UNEAL, mas nas horas vagas faço um pouco de arte digital. Comecei esse site em 2013, na época como o “Blog do Matheus”, um nome bem criativo, não acha? Aqui nasceu um de meus sonhos, ser jornalista, não posso dizer que abandonei ele, mas nos últimos tempos ganhei novos gostos.

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