Hidroxicloroquina é eficaz no combate ao Coronavírus?

De Matheus Araújo, publicado em 27 de março de 2020

As buscas pelo medicamento aumentaram em níveis muito maiores que a produção, fazendo com que aqueles que dependem tenham que ficar sem ela.

Medicamentos Coronavírus

Imagem ilustrativa. (Foto: Julita/Pixabay)

O medicamento fortemente produzido em território brasileiro, espacialmente para o tratamento da malária vem ganhando força nas últimas semanas, pois grandes personalidades da política vem afirmando que a substancia seria promissora no combate ao coronavírus. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou um pronunciamento na quarta-feira da semana passada (dia 19) dando ênfase ao uso do medicamento, já o presidente brasileiro mostrou apoio a medida, compartilhando vídeos nas redes sociais. Desde então as buscas pela hidroxicloroquina aumentaram em níveis muito maiores que a produção, fazendo com que aqueles que dependem da medicação tenham que ficar sem ela.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), divulgou em seu site que concedeu uma licença ao Hospital Israelita Albert Einstein para realizar estudos com a hidroxicloroquina no tratamento ao COVID-19. Segundo a agência:

“A licença permite ao Hospital Israelita Albert Einstein e colaboradores avançarem nas pesquisas clínicas em busca da cura dessa doença, com segurança e rapidez. A Agência irá acompanhar os desfechos dos estudos, bem como o cumprimento das Boas Práticas Clínicas.” explica a matéria.

Tendo mais de 80 anos, a cloroquina foi desenvolvida como um medicamento antimalárico, em 1955 é criada uma nova versão do composto, a hidroxicloroquina que é menos tóxica.  Essa nova versão é amplamente produzida no Brasil, sendo um dos maiores produtores no mundo. A medida do uso do medicamento no combate a COVID-19 faz parte de uma das estratégias da  Anvisa para oferecer respostas imediatas diante da pandemia.

Segundo a agência “Uma dessas estratégias envolve o desenvolvimento de estudos sobre a utilização de medicamentos já conhecidos, mas usados para outras indicações terapêuticas, no combate à doença.” como é o caso da hidroxicloroquina

Mas segundo um estudo publicado no Jornal da Universidade de Zhejiang, fruto da pesquisa com 30 pacientes com CIVID-19 do Centro Clínico de Saúde Pública de Xangai, aqueles que foram tratados com a hidroxicloroquina não se saíram melhores no combate ao coronavírus que os pacientes que passaram pelo tratamento convencional.

Metade dos pacientes receberam 400 miligramas de hidroxicloroquina diariamente, durante cinco dias, a outra metade recebeu o tratamento convencional (repouso, inalação de oxigênio e uso de antivirais). Dos 15 que tomaram o medicamento, 13 continuaram testando positivo para COVID-19, já os 15 que não tomaram, 14 testaram negativo. O estudo ainda não é inteiramente conclusivo, mas já indica que a  hidroxicloroquina pode não ser a melhor forma de tratar os infectados.

Com informações do Valor Econômico.

Para mais informações sobre a pandemia do Coronavírus, acesse nosso editorial.

Matheus Araújo

Amante do cinema de animação é estudante de História da UNEAL. Mantém a 5 anos o Mamfonline no ar.

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